ECOBUS: Documento de cobrança se confirma mais uma vez e 100 funcionários são demitidos

O documento de cobrança, enviado pela empresa ao prefeito Felipe Augusto, que cobrava dívida milionária da prefeitura para com a empresa apontava em caso de não pagamento a demissão de 133 trabalhadores

Infelizmente o Portal Litoral Vale noticiou nas últimas semanas o caos financeiro e a estranha relação entra a prefeitura municipal de São Sebastião e a ECOBUS, empresa concessionária do transporte público municipal na cidade.

Já na primeira matéria, de 20 de abril, quando o Portal Litoral Vale teve acesso a documentos que comprovavam a notificação da cobrança, já alertávamos sobre o montante devedor e da incapacidade financeira da empresa.

Matéria de 20 de abril, primeiro apontamento da dívida

Contudo, rapidamente, tanto a Ecobus, quanto a Prefeitura Municipal se mobilizaram para tentar desmentir a matéria e afirmaram que ninguém seria demitido.

Já no dia 18 de maio, anteontem, os funcionários promoveram uma greve em função do atraso do pagamento dos salários. De acordo com nossas fontes, a empresa não possuía recursos financeiros para honrar o pagamento dos salários dos colaboradores e que fornecedores já vinham sofrendo com o “não pagamento” e a maioria já havia suspendido o fornecimento de produtos para a empresa.

Noticiamos a greve e trouxemos à público o documento que, assinado pelo advogado da empresa, o Dr. Lucas Pereira Campos, notificando a prefeitura sobre a dívida, “Concessionária é credora junto a Municipalidade do valor aproximado de R$ RS 1.8000,000, 00 (hum milhão e oitocentos mil reais), relativos a serviços executados e não pagos.”.

Matéria de 18 de maio alertava sobre possíveis demissões

Após a publicação da matéria, novamente a empresa e a prefeitura municipal de São Sebastião, “correram” para tentar desmentir e desqualificar o Portal Litoral Vale, classificando nosso conteúdo como “Fakenews”.

Contudo, nossos alertas publicados em ambas as matérias se concretizaram e hoje 100 colaboradores foram demitidos.

De acordo com nossa fonte, dos 100 demitidos, 67 são monitoras de ônibus escolares e os outros 33 são motoristas e que existe a previsão de que o número de demissões chegue a 160 pessoas.

Ainda segundo a fonte, as rescisões foram parceladas em 12 vezes pois a empresa não possui recursos suficientes para realizar os pagamentos a vista e continua ainda sem receber os pagamentos devidos por parte da prefeitura.

Agravando o fato, o prefeito Felipe Augusto determinou a redução, em função da quarentena, da circulação da frota, que hoje se resume apenas a 17 veículos para toda a cidade.

Este fato, somado ao atraso dos pagamentos, tem gerado o colapso financeiro da empresa, que teve queda brusca no faturamento.

Aos funcionários

Os funcionários que tiverem interesse em ingressar com ações judiciais contra a empresa, devem também analisar com seus advogados a possibilidade de inclusão da Prefeitura Municipal no pólo passivo, pois a garantia dos pagamentos e do contrato é ligado diretamente ao contrato de concessão do transporte público municipal.